Trajetória


Alexandre Santucci nasceu Alexandre Carlos Alfa Santucci aos 05 de Fevereiro de 1970 em São Paulo, capital. 

Entre seus irmãos foi o único que não seguiu a formação técnica, herança de seu pai, mesmo tendo se formado em nível médio na Escola Técnica em Mecânica Industrial, praticamente nunca seguiu.

A infância na Vila Brasilina foi marcada pela reconhecimento das questões humanas e pelos descobrimentos dos jogos inventados por ele mesmo, as representações de heróis quando compunha suas personagens e criava seus textos e vestimentas, quase sempre das sobras de costuras e de uma grande parte do couro de um sofá. A mudança para o bairro paraíso era vista como uma prisão, uma vez que saia da vila, da casa da vila para um apartamento. Mas esse período foi mágico, da infância à adolescência com seus amigos inseparáveis Valter e Alexandre, descobriu o mundo, as festinhas de garagem e o voleibol (que praticou dos 11 aos 19 anos chegando a se federar e ser indicado à seleção paulista).

A constante inconstância pueril levava o garoto Alexandre, à época Xandão, a ser uma figura engraçada e inventiva, criava termos como “La buchiaca dela maricossa”, que não queria dizer nada, mas podia dizer tudo, cantava apesar dos amigos sempre dizerem que não levava jeito. A curiosidade o instigava cada vez mais para desvendar os mistérios humanos, suas relações e aptidões.

Seu espírito inquieto não o deixava se conformar com a carreira técnica, caminho natural da família e aos 16 anos decidiu que queria o mundo das Artes Cênicas, caiu na arapuca das fotos para TV e no mesmo ano testou seus conhecimentos para a prova da ECA, mesmo ainda não formado – quase passou. No ano seguinte estava pronto para testar oficialmente, porém sua experiência no Teatro Mambembe e uma antiga namorada o fez retardar esse plano artístico.

Dedicando-se à vida supostamente esperado para um jovem, que viesse a constituir família e essas outras questões da ordem dos bons costumes, foi trabalhar, graças a sua formação em nível técnico em uma empresa americana que abriu as portas para uma nova linguagem: O Marketing.  Mesmo com toda essa pressão não titubeou ao escolher a Psicologia, como sua profissão (acabou perdendo o emprego, pois se esperava que estudasse Marketing...).

Cursando a faculdade de Psicologia (Universidade São Marcos) ficava claro sua vocação para as áreas humanas e das artes, prova que não perdia uma oportunidade de levar qualquer atividade para a representação, sendo sempre motivado pelo entendimento de que a brincadeira, o lúdico da representação faria com que o outro alcançasse áreas que pelas vias normais não alcançaria. Neste período incentivava os colegas nesse intuito, chegando até a fazer um curta metragem para um trabalho de sentimentos.

Tão logo termina a faculdade em 1994, demonstra grande interesse pelo Psicodrama e acaba por ingressar em alguns grupos de Teatro Espontâneo e Teatro Social, realizando diversas performances pelas ruas de São Paulo, por alguns anos. - “O divertido era sair do escritório, trocar de roupa dentro do carro, fazer a apresentação e voltar como se nada tivesse acontecido, rs, mas com a certeza de que àquelas pessoas que se apresentou foram tocadas!”

Os caminhos econômicos o levaram para uma sólida carreira no mundo o marketing, dos negócios e também levaria para uma nova paixão: o mundo dos vinhos - por onde esteve cerca de 20 anos, trabalhando em muitas importadoras, palestrando e criando seu legado com o Descomplicando o Vinho – termo cunhado por ele que virou quadro de TV, coluna de Jornal, livro (editado, mas ainda não lançado) e Site/Blog.

Uma grande inquietação não o deixava abandonar nem as interpretações, nem a psicologia , Alexandre Santucci tentava sublimar ao encontrar os palcos e as relações interpessoais no exercício da profissão de professor. Começou a dar aulas de Psicologia, Marketing e Vendas, Vinhos, mas sempre com uma grande pitada teatral. Parecia que o texto era só contexto mesmo, estava tudo ali, apenas travestido na formalidade das aulas acadêmicas.

O ano 1999 foi a quebra, decidido a fazer mais por sua vida, incluiu as artes cênicas no roteiro, incentivando um amigo a gravar seu CD acabou sendo uma espécie de manager da carreira e por cerca de dois anos acompanhou, gravou, criou e dirigiu shows. Nesse momento percebeu que seria difícil fugir desses assuntos ainda mais humanos e foi tratar do assunto, concluiu o primeiro curso de pós-graduação de Artes Cênicas da Universidade São Judas, coordenado por Antonio Januzelli (EAD e ECA), mudou-se para São José dos Campos, onde estabeleceu sua empresa DESHUAL (Desenvolvimento Humano e Arte Livre) juntando suas paixões: a Psicologia e as Artes Cênicas, onde atendia como terapeuta e coordenava as oficinas de arte e artesanato.
Mais uma vez teve que suspender, seus planos para cuidar de questões pessoais as quais exigiam um caráter econômico de curto prazo e voltou ao Marketing e Vendas.
Após a passagem por essa estação, retoma sua carreira humanista e volta ao cenário, apresentando programas na Web e retorno ao consultório.