quarta-feira, fevereiro 07, 2018

Eu? Não sou Daqui

nos perguntam:
O que você faz?
o porquê querem saber?
as respostam retornam vazias
se esquecem em dias, horas, às vezes segundos

olhos pra quê
só quero te olhar nos olhos,
não me interessam suas palavras
me interessa seu SER
Com quem andar, onde ir
o que de fato importa?
se em seu coração não há vontade
só necessidade

já fui desse lugar, hoje já não sou daqui
sou de onde tiver que SER
se houver SER, esse é meu lugar
sem distrações, sem ausências
quero viver na sua presença, atento
sem julgamentos, marcas
criando as marcas, marcas de uma VIDA
Eu? Já não pertenço
Não me interessa, interesse
sem cascas, só as cascas
que se vão depois de cumprir sua humilde função
de apresentar a estampa, para deleitar, para que possa contemplar
um coração, que sabe o apaixonar
o apaixonar de SER


Vinho do Brasil?


E nesse final de janeiro a Revista adega publicou um texto meu versando sobre o comportamento do consumidor frente ao vinho brasileiro.
O gosto pela cronica me auxilia muito para escrever artigos desse modo.

Vale a leitura!

quarta-feira, janeiro 17, 2018

Dê a Preferência!


Pra quem não está habituado essa placa significa “dê a preferência”.  
Antigamente no saco de pão vinha escrito: agradecemos a preferência.


Tenho me pegado pensando onde anda nossa preferência? 
Parece que tudo anda tão automático que a preferência ficou em algum lugar, remoto, talvez no cérebro escondido! Hoje quando ouço que alguém prefere algo, logo desconfio se aquela preferência é de fato genuína ou apenas uma conveniência, uma ação para fazer parte de algo.

Já deve ter reparado como as roupas estão iguais, os carros monocromáticos, falta cor, falta brilho, falta gente dentro!
O mais incoerente é que justamente essa mesma placa que me chamou atenção mostrou que no trânsito ninguém dá a preferência, nem em quem está na “preferencial” muito menos aos pedestres, ou ao sinal amarelo, ou seja, lá o que for, fila dupla, contramão...
No trânsito vale o meu caminho, a minha pressa! Maluco não é?
Pois é, mas é incoerente até a página dois!
Faz todo sentido, se a pessoa não faz suas próprias escolhas como dar a preferência a alguém?
Concluo que a pessoa age assim porque todos fazem assim, ou se não fizer vão achar que sou idiota?!

sábado, janeiro 06, 2018

Diga-me!

Diga-me quem amas e direi quem tu és!

Há muito tempo um amigo comentou comigo que essa seria a tradução correta do "diga-me com quem tu andas que direi quem tu és". Naquele tempo me fez todo sentido e hoje olhando para esse dito popular atrelado ao patrulhamento "virtual", graças a uma nova amiga o pensamento veio à tona.

Pessoas se incomodam com pessoas, raramente com pensamentos. Pouco se reflete ou atinge um estado além do médio. Defendem o amor como se fosse um objeto e falam de relacionamento como se fosse um conto de fadas... Mas atacam pessoas como se não houvesse história.

Ano novo, vida velha!

Ano novo, vida velha. A vida é mais do que calendários, fusos ou órbita gravitacional. A frase não é minha, é de Carlos Heitor Cony, que faz sua passagem nessa madrugada. Se pretendia escritor, pois acreditava na profundeza do oceano em contrapartida ao aquário do jornalista. Essa ideia de ser escritor também me é mais interessante, ter um mar de opções, de coloridos e aromas. Uma pena perder um pensador articulador das palavras, em um período que vivemos de caçadores de "likes". Triste! Mais chato vai ficando e a internet?, bem...como ele também colocou: "A internet é poluidora, não no sentido ecológico, mas sim espiritual." Faz tempo que corro os olhos pelas mídias sociais, blogs, jornais e muitos vezes me pergunto como é possível ler tanta besteira. Não é o conteúdo que define a besteira é a necessidade de imposição de opinião, o ambiente degenerativo e violente, o mau uso das palavras e a falta de lucidez e reflexão! Precisamos pensar mais, refletir mais e principalmente permear os ambientes com amor! Salve Carlos Heitor Cony!!! Alexandre Santucci 06/01/2018